sábado, 22 de março de 2014

Em jogo mil de Wenger, Arsenal leva goleada histórica do Chelsea: 6 a 0

Arsène Wenger dificilmente esquecerá o dia em que completou mil jogos no comando do Arsenal - muito mais por trauma do que por glória. Na partida histórica para sua carreira, neste sábado, no Stamford Bridge, o técnico francês viu sua equipe sofrer nas mãos de um Chelsea muito eficiente, comandado por um de seus grandes rivais na carreira: José Mourinho, que não poupou provocações antes do jogo. Em campo, um baile e a maior goleada dos Blues sobre os Gunners da história: 6 a 0, com gols de Eto'o, Schürrle, Hazard e Oscar (duas vezes) e Salah.



Apesar do cabisbaixo Wenger ter sido o protagonista no Stamford Bridge, o árbitro Andre Marriner também conseguiu chamar atenção. Antes do terceiro gol dos Blues, o juiz não enxergou pênalti claro de Oxlade-Chamberlain ao evitar um gol usando a mão, precisando ser alertado pelos assistentes. Depois, expulsou Gibbs ao confundi-lo com o autor da penalidade máxima, que alertou o árbitro, mas foi ignorado e continuou em campo.
Com a vitória, o Chelsea chega a 69 pontos e abre sete de diferença na liderança do Campeonato Inglês - o vice-líder Liverpool ainda entra em campo neste sábado. O Arsenal estaciona nos 62 e pode perder a terceira colocação para o Manchester City, que tem dois jogos atrasados a realizar.
Começo arrasador abre caminho para a vitória
Com ótimo retrospecto no Stamford Bridge, o Chelsea não abriu brecha para que o jogo histórico para Wenger se transformasse em festa. Eto'o quase abriu o placar logo aos três minutos, sendo parado em defesa de Szczesny. Um minuto depois, o início do baile: Schürrle puxou contra-ataque e tocou para o camaronês, que cortou o marcador e chutou colocado para abrir o placar. A vantagem não cessou o começo arrasador do Chelsea, que contou com a ajuda de um Arsenal pouco atento no meio de campo. Aos seis, em novo contra-ataque após desarme, Schürrle optou pela jogada individual e tocou na saída do goleiro adversário: 2 a 0.
Um fio de esperança surgiu para os visitantes quando Eto'o sentiu lesão muscular e precisou dar lugar a Fernando Torres. Mas o volume ofensivo dos Blues não diminuiu, até que um lance polêmico aos 14 minutos praticamente selou o destino da partida. Fernando Torres tocou para Hazard, que soltou uma bomba colocada. Chamberlain, sob o travessão, se jogou e impediu que a bola entrasse usando a mão esquerda. O árbitro não viu o pênalti e precisou ser alertado pelos assistentes. Com a penalidade máxima assinalada, Andre Marriner se complicou ainda mais: expulsou Gibbs ao confundi-lo com Chamberlain, que foi ignorado pelo juiz ao assumir a autoria do pênalti em seguida. Na cobrança, Hazard bateu forte e aumentou a diferença.
Com um homem a menos, o Arsenal pouco fez no primeiro tempo. O Chelsea abandonou os contra-ataques e passou a controlar a bola, gerando boas chances com jogadas pelas pontas. Antes do fim da etapa inicial, o placar virou goleada com Oscar, aos 41. O brasileiro recebeu cruzamento após boa jogada de Torres e tocou para o fundo do gol.
Os Gunners tentaram chegar a um gol de honra no começo da etapa final, trocando passes com calma. Cazorla até teve boa chance aos 14, mas os Gunners logo voltariam a ser dominados. A superioridade numérica dos donos da casa facilitava principalmente os chutes de fora da área, que deram muito trabalho a Szczesny. Num deles, Oscar bateu colocado e marcou o seu segundo na partida: 5 a 0, aos 21.
Com a torcida do Chelsea em êxtase, Wenger de semblante fechado no banco de reservas e José Mourinho vibrando mais do que o costume, os Blues se empolgaram e trataram de fazer história. Salah marcou o sexto aos 25, recebendo sozinho e tocando na saída do goleiro adversário. Os anfitriões ainda tentaram aumentar a diferença com chutes de fora da área, sem sucesso - o que também já não era necessário: estava concretizada a maior goleada do Chelsea sobre o Arsenal na história.





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